Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (15/04), o governo do Irã afirmou que se o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos do país for mantido, o Exército iraniano bloqueará rotas comerciais no Golfo Pérsico, no Mar de Omã e no Mar Vermelho.

Segundo a agência iraniana IRNA, o major-general Ali Abdollahi, comandante do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afirmou que as forças armadas da República Islâmica poderiam agir para “não permitirão que quaisquer exportações ou importações continuem” nas três regiões marítimas.

“Vamos atuar de forma decisiva para defender nossa soberania nacional e nossa integridade territorial, bem como salvaguardar nossos interesses”, argumentou Abdollahi, ao justificar sua declaração.

O comandante militar iraniano reiterou que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, por sua sigla em inglês), “tem mantido uma firme posição sobre a defesa da segurança marítima regional”, e alegou que a principal ameaça ao comércio marítimo na zona é a presença de navios de guerra e porta-aviões dos Estados Unidos.

Na segunda-feira (13/04), o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) declarou a implementação de um bloqueio a todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos, em conformidade com medida anunciada por seu presidente, Donald Trump.

A medida foi criticada pelo governo do Irã, que a denunciou como uma violação do direito internacional e da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).

Tensões pós-fracasso do diálogo

O bloqueio aos portos iranianos por parte dos Estados Unidos foi imposto dias depois do fracasso da reunião entre delegações de Teerã e Washington, realizadas no Paquistão, buscando um acordo abrangente de cessar-fogo para o conflito na região.

O principal encontro dessa negociação ocorreu no último sábado (11/04), em Islamabad, com a delegação iraniana, batizada de Minab 168 (em homenagem às estudantes de entre 7 e 12 anos mortas em um bombardeio lançado pelos Estados Unidos e por Israel a uma escola de ensino fundamental) e liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e a delegação estadunidense, encabeçada pelo vice-presidente JD Vance.

Segundo a agência IRNA, Ghalibaf considerou que os Estados Unidos apresentaram “exigências excessivas e irracionais” e “não conseguiram conquistar a confiança da República Islâmica”.

Com informações de IRNA.

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