Durante reunião com ministros, nesta terça-feira (14/04), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou a existência de uma conspiração entre setores da direita colombiana e o governo do Equador, encabeçado pelo presidente Daniel Noboa, também de direita.

Segundo Petro, a articulação teria como objetivo interferir na eleição presidencial do país, cujo primeiro turno acontecerá no dia 31 de maio – razão pela qual as campanhas eleitorais já estão nas ruas de todo o país.

O mandatário colombiano levou à reunião a embaixadora da Colômbia no Equador, María Antonia Velasco, que relatou uma série de visitas de líderes políticos de direita ao Palácio Carondelet, sede do Poder Executivo equatoriano, situação que ela descreveu como “pouco comum”.

A diplomata também relacionou a visita dos opositores colombianos a Quito com a decisão do governo de Noboa de impor tarifas de 50% aos produtos colombianos que entram no país – com a justificativa de que o país vizinho supostamente não estaria se esforçando para combater o narcotráfico.

“Gostaria de informar que, por uma estranha coincidência, dois dias antes da imposição das tarifas de 50%, o ex-presidente (Álvaro) Uribe (2002-2010) esteve no Palácio Carondelet, e voltou a estar lá na quarta-feira passada (08/04). No dia seguinte, impuseram tarifas de 100%”, contou Velasco, durante o encontro de Petro com seus ministros.

A diplomata também reportou que, além de Uribe, também estiveram em Quito figuras como o empresário Diego Molano, que foi ministro da Defesa durante o governo de Iván Duque – de extrema-direita e aliado de Uribe.

Por sua vez, Uribe negou ter participado de reuniões com Noboa e acusou Petro de “entregar a fronteira ao narcotráfico internacional”.

Cenário eleitoral

A denúncia de Petro sobre a possível articulação entre o governo do Equador e figuras da oposição colombiana acontece em meio a uma campanha eleitoral para o pleito presidencial.

Segundo a pesquisa mais recente, do instituto Atlas Intel, o candidato governista, Iván Cepeda, da aliança de esquerda Pacto Histórico, aparece com 37,8% das intenções de voto, seguido pelo ultraliberal Abelardo de la Espriella, com 27,2%, e por Paloma Valencia, representante do partido uribista de extrema direita Centro Democrático, que tem 22,9%.

Com informações de TeleSur.

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