O Pentágono enviará cerca de 10 mil soldados adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias, enquanto o governo de Donald Trump busca pressionar o Irã para um acordo de cessar-fogo, de acordo com o jornal norte-americano Washington Post nesta quarta-feira (15/04) citando autoridades locais. O reforço militar irá se unir aos cerca de 50 mil soldados ativos na guerra promovida juntamente com Israel contra o Irã.
Segundo o veículo, as tropas incluem cerca de 6 mil militares a bordo do porta-aviões USS George Bush e vários navios de escolta. Outros 4,2 mil soldados, pertencentes ao Grupo Anfíbio de Prontidão Boxer e à força-tarefa dos Fuzileiros Navais, devem desembarcar na região até o final do mês.
De acordo com o almirante aposentado da Marinha dos Estados Unidos e reitor do Centro de Estratégia Marítima na Virgínia, James Foggo, a chegada de navios de guerra adicionais pode aumentar ainda mais a pressão sobre Teerã e fornecer ao Comando Central mais opções caso as negociações de cessar-fogo fracassem.
Mais cedo nesta quarta-feira, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian destacou que o seu país não busca guerra, mas diálogo, e que qualquer tentativa norte-americana de impor sua vontade ou forçar uma rendição acabará no fracasso, segundo a agência de notícias IRNA.
“Qual justificativa há para atacar civis, elites, crianças e destruir centros vitais, incluindo escolas e hospitais, dentro do âmbito do direito internacional e dos princípios humanitários?”, questionou o líder.
Na terça-feira (14/04), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ao site The Post que as negociações com o Irã poderiam ser retomadas nos próximos dois dias. Já à emissora Fox News, durante um programa que foi veiculado nesta quarta-feira, o republicano avaliou que a guerra “está quase acabando” e que vê “muito próximo do fim”.
“Temos outro local em mente. As coisas estão avançando, mas não acho que seja lá que teremos nossa próxima reunião. As negociações poderão ser retomadas nos próximos dois dias”, declarou, referindo-se ao Paquistão, mas não mencionou possíveis anfitriões.
Por sua vez, a agência Reuters, que ouviu fontes paquistanesas e iranianas, informou que representantes de Washington e Teerã poderão retornar a Islamabad para dar continuidade às conversas.
A primeira rodada de negociações foi encerrada sem um acordo para um fim definitivo na guerra que se expandiu no Oriente Médio. A abertura do Estreito de Ormuz ao livre fluxo de embarcações segue como um dos principais pontos de divergência, assim como o desenvolvimento de um programa nuclear por parte de Teerã – que os Estados Unidos insistem em impedir.
(*) Com Ansa
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