Pela primeira em quase duas décadas, os palestinos vão às urnas neste sábado (25//04) para escolher prefeitos e prefeitas na Cisjordânia ocupada e em Deir al-Balah, município da Faixa de Gaza. As seções eleitorais foram abertas às 7h (horário local), sob proteção de empresa de segurança privada, em meio a temores de boicotes e ataques de colonos israelenses.

Cerca de 1,5 milhão de eleitores foram convocados na Cisjordânia, além de aproximadamente 70 mil no município de Gaza, informa a Comissão Eleitoral Central (CEC). As eleições municipais, consideradas históricas, são apontadas como um prelúdio para o pleito legislativo previsto para 1º de novembro deste ano.

O Coordenador Especial Adjunto da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, afirmou que o retorno dos palestinos às urnas representa “uma importante oportunidade para os palestinos exercerem seus direitos democráticos durante um período excepcionalmente difícil”.

Ele defendeu que o processo ocorra de forma segura, para que “os eleitores possam exercer seu direito de participar livremente e sem intimidação”. As eleições municipais são vistas como um prelúdio para o pleito legislativo previsto para 1º de novembro desde ano.

Processo eleitoral

A votação deste sábado visa escolher os representantes de 420 conselhos locais na Cisjordânia, enquanto em Gaza, apenas Deir al-Balah participa do processo. A escolha do município se deve ao fato de ser uma das áreas menos devastadas durante a guerra e com menor índice de deslocamento interno. Devido à crise energética, a apuração dos votos teve seu fechamento antecipado para às 17h.

Desses 420 conselhos, 197 serão formados por aclamação, devido à existência de apenas um candidato. Entre os candidatos, apenas residentes anteriores à agressão israelense puderam se candidatar, devido aos deslocamentos internos. Segundo a ONU, mais de 1,9 milhão de pessoas foram deslocadas em Gaza, muitas repetidamente; cerca de 60% da população perderam suas casas.

O Hamas não participará oficialmente da disputa, embora candidatos ligados ao grupo de resistência estejam presentes em listas independentes. O Fatah, liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, concentra boa parte das candidaturas, enquanto facções como a Frente Popular para a Libertação da Palestina também disputam assentos locais.

O sistema eleitoral adota quatro listas fechadas, com no mínimo 15 candidatos, incluindo pelo menos quatro mulheres. Os eleitores irão escolher uma dessas listas e depois votar em cinco nomes; os 15 mais votados formarão o conselho municipal.

 

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