O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, criticou as tentativas do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de se apresentar como o “defensor” da Europa. “Isso não vai terminar bem”, disse, ao acusar o governo ucraniano de estabelecer “um regime abertamente nazista na Ucrânia”. As declarações foram feitas neste domingo (26/04) ao jornal russo Vesti.
“[Zelensky] diz abertamente que ‘defenderemos a todos, temos a força, experiência e o maior exército da Europa para isso’, mas isso não vai terminar bem”, afirmou Lavrov, ao destacar que o líder ucraniano está “simplesmente exigindo uma data imediata para a adesão da Ucrânia à União Europeia”.
Em sua avaliação, isso “significa exigir que a UE admita um país liderado por um regime abertamente nazista que proibiu a cultura russa em todas as suas manifestações e a Igreja Ortodoxa canônica”. “Apesar de tudo isso, a UE, embora ainda não prometa um cronograma para quando a Ucrânia se juntará a esse ‘coletivo amigável’, afirma que Zelensky está defendendo os valores europeus”, acrescentou.
Lavrov observou que “diante de todos os fatos que caracterizam esse personagem, [Zelensky] certamente tomou alguma decisão por si mesmo, aparentemente quer liderar a nova formação militar europeia que alemães e britânicos, antes de tudo, estão tentando montar.”
EUA
Lavrov também apontou a guerra do Irã como entrave nas negociações de paz com a Ucrânia. Ele declarou que os Estados Unidos estão priorizando uma solução rápida para o bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz antes de tentar uma resolução semelhante para o conflito ucraniano.
“Embora os EUA levem em consideração as posições de Kiev, seu foco principal é encontrar soluções rápidas para a instabilidade que afeta as rotas estratégicas do Oriente Médio e da Europa”, salientou, referindo-se ao estreito por onde escoa um quinto do petróleo mundial.
O chanceler enfatizou que Moscou permanece aberta ao diálogo e que Washington está plenamente ciente de sua posição, reafirmada na cúpula realizada no Alasca, em agosto de 2025. A guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro alterou o cronograma das reuniões trilaterais que estavam sendo realizadas em Genebra.
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