O depoimento do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, previsto para esta segunda-feira (27/04), foi cancelado 90 minutos antes do início da audiência no julgamento que ele responde por corrupção. O advogado do premiê israelense, Amit Hadad, alegou razões de segurança para justificar o adiamento, sem adicionar mais detalhes.

O depoimento aconteceria no Tribunal Distrital de Tel Aviv, e não em Jerusalém, sede original do processo, justamente por conta da segurança de Netanyahu. No início deste mês, seu gabinete havia informado à Agência  de Segurança de Israel (Shin Bet) que, por sua segurança, ele não poderia depor durante o cessar-fogo.

Sua última participação no julgamento foi em 24 de fevereiro, dias antes de Israel iniciar a ofensiva contra o Irã, junto com os Estados Unidos. Desde então, as audiências foram paralisadas.

Netanyahu é acusado de suborno, fraude e quebra de confiança em três processos distintos. Um deles, informa The Times of Israel, diz respeito a suposta troca de favores políticos por presentes de empresários da imprensa em troca de coberturas favoráveis a suas ações no governo.

A investigação aponta autorização de medidas regulatórias que beneficiaram financeiramente o empresário Shaul Elovitch em troca de tratamento favorável no portal de notícias Walla. Em outro caso, Netanyahu teria negociado vantagens com Arnon Mozes, editor do jornal Yedioth Ahronoth. Netanyahu rejeita as acusações e afirma ser alvo de uma “caça às bruxas”.

Indulto

Neste domingo (26/04), o presidente israelense Isaac Herzog descartou, ao menos por enquanto, a possibilidade de conceder perdão presidencial ao primeiro-ministro antes da decisão do tribunal. O pedido de indulto foi formalizado no fim do ano passado.

Na carta enviada à presidência, destaca o Haaretz, Netanyahu chega a mencionar o perdão concedido pelo presidente norte-americano Gerald Ford a Richard Nixon no escândalo do Watergate, em 1973.

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