Teve início nesta segunda-feira (27/04), em um tribunal da cidade de Stuttgart, o julgamento dos cinco cidadãos europeus acusados ​​de atacar uma planta industrial ligada à fabricante de armas israelense Elbit Systems, na Alemanha.

O processo analisa a ação promovida no dia 8 de setembro de 2025 pelo grupo conhecido como “Os Cinco de Ulm” (“The Ulm 5”), formado por cinco jovens ativistas defensores da causa palestina que invadiram uma planta industrial da empresa Elbit Systems na cidade de Ulm, no sul da Alemanha. Na ação, o grupo destruiu máquinas, equipamentos e escritórios – incluindo documentos.

“Os Cinco de Ulm” são o irlandês Daniel Tatlow-Devally, os britânicos Zo Hailu e Crow Tricks, a alemã Vivien Kovarbasic e a argentina Leandra Rollo (que responde como cidadã europeia porque também tem cidadania espanhola).

A Elbit Systems foi escolhida como alvo pelos ativistas pró-Palestina por ser a maior fornecedora privada de armas para o Ministério da Defesa de Israel.

Segundo o diário britânico The Guardian, cerca de 85% dos drones de combate e equipamentos terrestres usados pelo exército israelense são entregues pela empresa – e estima-se que boa parte desse material é fabricada na planta industrial de Ulm.

Alegações

A investigação teria reunido evidências de que o ataque em Ulm pode não ter sido o único protagonizado pelo grupo, já que ações com características semelhantes foram registradas em outras instalações da Elbit Systems, no Reino Unido e na Tchéquia.

O gabinete do procurador-chefe de Stuttgart acusa “Os Cinco de Ulm” por crimes de “danos materiais” e “formação de organização criminosa”, com o agravante de suposta “motivação antissemita”.

A defesa dos cinco ativistas argumenta que a ação corresponde a um “ato de desobediência civil” com o objetivo de “impedir que os produtos fabricados pela empresa de armas seja usado em operações que violam o direito internacional e configuram crimes contra os direitos humanos”.

Com informações de The Guardian e Al Jazeera.

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