A presidente do México, Claudia Sheinbaum, comunicou em nota diplomática nesta segunda-feira (27/04) que a participação de autoridades norte-americanas em uma operação antidrogas no estado de Chihuahua, no norte do país, não deve se repetir.
O incidente ganhou repercussão após a morte de dois funcionários norte-americanos e dois mexicanos em um acidente de carro em 19 de abril, em decorrência da operação. A mandatária mexicana disse que o governo federal não possuía conhecimento da presença dos estadunidenses e que, segundo fontes da agência de notícias Reuters, eles seriam membros da Agência Central de Inteligência (CIA).
“O que dissemos ao governo dos Estados Unidos foi que o governo federal não sabia do envolvimento dessas pessoas na operação] e esperamos que seja uma exceção”, disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa matinal diária.
Além disso, Sheinbaum pediu que “a partir de agora, como já vem ocorrendo, nossa Constituição e a lei de segurança nacional sejam respeitadas”, acrescentando que os Estados Unidos demonstraram concordância.
Já neste sábado (25/04), em comunicado, o gabinete de segurança do México informou que os funcionários norte-americanos não tinham credenciamento oficial para atuar em atividades de segurança no país e que um deles havia entrado no território mexicano como turista.
Vale ressaltar que tais operações reacenderam as tensões entre os dois países, já que Sheinbaum defende que o México receba positivamente o compartilhamento de informações e a cooperação em segurança, mas rejeita a participação de agentes ou forças dos Estados Unidos em operações em território mexicano.
No entanto, Donald Trump defende um maior uso da força militar norte-americana no combate aos cartéis mexicanos, além de ameaçar que os Estados Unidos poderiam agir sozinhos caso considerem que o México não esteja fazendo o suficiente.
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