O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou nesta 4ª feira (29.out.2025) que a balanço oficial até o momento da megaoperação realizada na 3ª feira (28.out) é de 119 mortos, incluindo 4 policiais, e 113 pessoas presas.
Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio, levaram durante a madrugada e a manhã desta 3ª feira (28.out) ao menos 70 corpos retirados de uma área de mata. Foram deixados na praça São Lucas e ficaram enfileirados no chão.
A Defensoria Pública do Rio informou mais cedo que a operação Contenção deixou 132 mortos. A diferença em relação aos dados do Estado é porque o governo considera apenas os corpos que já foram levados ao IML. O governador do Estado, Cláudio Castro (PL), disse a jornalistas nesta 4ª feira (29.out) que o número “vai mudar”.
Corpos levados por moradores ficaram na praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro
A Polícia Civil disse que a ação tinha como alvo “narcoterroristas”. Dos 119 mortos, 115 foram classificados nesta categoria. Quatro policiais morreram durante a operação, sendo estes os únicos que a corporação reconhece oficialmente como vítimas. “É importante ressaltar aqui mais uma vez que as únicas vítimas dessa operação foram os 4 policiais”, disse Curi.
Entre os 113 detidos na operação, 33 são provenientes de outros Estados brasileiros. Curi disse que, até o fim de setembro, a corporação havia detido 449 lideranças de fora do Estado em aproximadamente 1 ano. A PM (Polícia Militar) também efetuou centenas de prisões semelhantes no mesmo período, afirmou.
Os agentes apreenderam ainda 10 adolescentes, que foram encaminhados às autoridades responsáveis conforme estabelece o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Nos registros elaborados pela Polícia Civil, as pessoas que morreram durante a ação são classificadas como autoras de tentativa de homicídio contra policiais. Os agentes de segurança, por sua vez, são registrados como vítimas de tentativa de homicídio.
