O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciaram nesta terça-feira (17/02) um pacote de investimentos de cerca de US$ 36 bilhões (R$ 187 bilhões) em projetos de petróleo, gás natural e minerais críticos.

A soma representa a primeira etapa de um compromisso mais amplo de US$ 550 bilhões (R$ 2,6 trilhões) assumido por Tóquio no âmbito do acordo comercial firmado entre os dois países no ano passado, visando uma resposta estratégica à influência da China, sobretudo, no setor de terras raras. 

Ao anunciar nas redes sociais o “grandioso acordo comercial” com o Japão, Trump destacou sua importância para revitalizar a base industrial norte-americana, gerando “centenas de milhares de grandes empregos” e o fortalecimento da segurança nacional e econômica do país.

Segundo o presidente norte-americano, a iniciativa “impulsionará as exportações e consolidará ainda mais a dominância energética” dos Estados Unidos e “acabará com a dependência insensata de fontes estrangeiras”. Ele também anunciou a redução das tarifas sobre as exportações japonesas, incluindo automóveis. “A escala desses projetos é tão grande que não poderia ser feita sem uma palavra muito especial: tarifas”, declarou.

Takaichi, em comunicado, também comemorou a assinatura do acordo: “esses projetos fortalecerão a aliança Japão-EUA, permitindo que o Japão e os Estados Unidos construam conjuntamente cadeias de suprimentos resilientes em áreas estrategicamente importantes para a segurança econômica, como minerais críticos, energia e centros de dados/IA”.

Pacote

O pacote contempla três projetos principais. O primeiro é uma usina de geração de energia a gás natural em Portsmouth, no estado de Ohio, apresentada por Trump como a maior do tipo na história norte-americana. A instalação deverá produzir 9,2 gigawatts por ano e será operada pela SB Energy, subsidiária do conglomerado japonês SoftBank Group.

Também estão previstos investimentos em uma instalação de exportação de petróleo bruto em águas profundas no Golfo do México. As duas iniciativas, segundo Donald Trump vão consolidar a hegemonia do país no setor energético.

O outro projeto diz respeito a um complexo industrial para a fabricação de diamantes sintéticos no estado da Geórgia, avaliado em cerca de US$ 600 milhões. A iniciativa é vista como estratégica para garantir autonomia norte-americana na produção de grãos de diamante que são utilizados na manufatura avançada e em semicondutores.

Capital e infraestrutura

Segundo o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, a partir disso, os Estados Unidos não dependerão mais “do fornecimento estrangeiro para esse material essencial”. Ele explicou que “o Japão está fornecendo o capital” e que “a infraestrutura está sendo construída nos Estados Unidos”.

“Os recursos arrecadados são estruturados de modo que o Japão receba seu retorno, e os Estados Unidos ganham ativos estratégicos, ampliação da capacidade industrial e fortalecimento do domínio energético”, acrescentou.

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