Palestinos em Gaza se reuniram na noite de terça-feira (17/02) para a refeição antes do amanhecer, marcando o início do mês do Ramadã. Enquanto em diversos países árabes e islâmicos o mês sagrado começou nesta quarta-feira (18/02), em outros ele terá início na quinta-feira (19/02).

Para os muçulmanos na Palestina, o Ramadã será particularmente difícil. O genocídio em curso por Israel agrava a escassez de alimentos e água potável. Segundo o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em outubro, pelo menos 600 caminhões com ajuda humanitária deveriam entrar na Faixa de Gaza diariamente. No entanto, o número real é muito menor.

Enquanto fiéis rezam na Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, policiais israelenses permanecem posicionados dentro do complexo e circulam entre os participantes. Segundo a Al Jazeera, as autoridades israelenses intensificaram as medidas de segurança, incluindo prisões e proibições temporárias contra ativistas e líderes religiosos. Apenas em 2026, mais de 250 ordens de proibição de entrada na mesquita foram emitidas contra palestinos, de acordo com a administração de Jerusalém.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram que, durante o Ramadã, 10.000 palestinos da Cisjordânia poderão participar das orações de sexta-feira no complexo da Mesquita de Al-Aqsa/Haram al-Sharif. A entrada, no entanto, será restrita a homens com mais de 55 anos, mulheres com mais de 50 anos e crianças de até 12 anos acompanhadas por um parente de primeiro grau.

As violações diárias do cessar-fogo por Israel também continuam. Um homem palestino foi morto nesta quarta-feira por disparos israelenses a leste de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Desde o início do cessar-fogo, em 11 de outubro, 604 palestinos foram mortos, 1.618 ficaram feridos e 726 corpos foram recuperados.

Ramadã começa nos países árabes

O jejum do Ramadã começou na quarta-feira (18/02) em países como Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Palestina, Sudão, Somália, Djibuti e Iraque. Os muçulmanos sunitas no Líbano também iniciaram o jejum na quarta-feira, conforme o mufti Sheikh Abdul Latif Derian.

Já em Egito, Jordânia, Síria, Indonésia, Paquistão, Irã, Tunísia e Malásia, o mês sagrado terá início na quinta-feira (19/02), após as autoridades religiosas confirmarem que a lua nova não foi avistada. Muçulmanos na Turquia, Omã, Singapura e Austrália também começarão o jejum na quinta-feira, com base em cálculos astronômicos.

O que é o Ramadã

O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico e o mais sagrado para os muçulmanos. Foi nele, há quase 1.450 anos, que os primeiros versículos do Alcorão foram revelados ao Profeta Maomé, em uma noite conhecida como Laylatul Qadr (“Noite do Decreto”).

Durante o mês sagrado, os fiéis devotos abstêm-se de comer, beber e fumar do amanhecer ao pôr do sol. Após o pôr do sol, as pessoas tradicionalmente reúnem-se para a quebra do jejum, conhecida como iftar.

O mês se encerra com a chegada da lua nova, que marca o início de Xaual e dá lugar ao Eid al-Fitr, uma grande celebração que simboliza o fim do jejum e a renovação espiritual. Sendo, neste ano, previsto para 19 de março.

 

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