A assessoria do Museu do Louvre, em Paris, emitiu uma nota nesta sexta-feira (13/02) informando que houve um vazamento de água na galeria, resultando no fechamento de diversas salas, entre elas a 707, que abriga obras-primas da arte italiana, incluindo Fra Angelico (1395-1455), informou a administração.
“Por motivos que não dependem da nossa vontade, algumas salas do museu foram excepcionalmente fechadas”, informou a nota, que afirma que o incidente se iniciou na quinta-feira (12/02) e foi causado em um tubo de alimentação da caldeira.
O vazamento danificou o teto da sala 707, na entrada do departamento de pinturas da Ala Denon, o que levou à intervenção dos bombeiros, que conseguiram estancar a água cerca de 40 minutos depois.
Além disso, o Louvre informou que o vazamento “atingiu um teto criado por Charles Meynier, datado de 1819, intitulado ‘O Triunfo da Pintura Francesa, Apoteose de Poussin, Le Sueur e Le Brun’”.
Vale ressaltar que a sala 707 é uma das alas mais importantes e visitadas do museu, ao longo de um percurso utilizado pelos visitantes para ver a Mona Lisa e as obras-primas da arte veneziana.
Segundo a direção, o vazamento “criou um problema na gestão do fluxo do público” nesta sexta, gerando longas filas no Louvre.
Além disso, em novembro, um alagamento no Louvre, também causado por problemas no sistema hidráulico, danificou cerca de 400 obras da sala de Antiguidades Egípcias.
Sequências de roubo no museu mais visitado do mundo
As autoridades de Paris derrubaram uma rede de um casal de guias turísticos chineses que, durante uma década, perpetuaram uma fraude multimilionária no Museu do Louvre e do Palácio de Versalhes, através da comercialização de bilhetes falsificados e da oferta excessiva de visitas guiadas na capital francesa. Segundo o relato da imprensa local, nove pessoas foram presas, com o prejuízo estimado em 10 milhões de euros (R$ 61,7 milhões).
De acordo com a Procuradoria de Paris, o museu apresentou uma queixa em dezembro de 2024, logo após identificar a “presença frequente de um casal de guias turísticos chineses no museu, que permitiam a entrada de grupos de turistas chineses sem o pagamento do ingresso”. Havia relatos de reutilização de ingressos, com suspeita de envolvimento de outros guias.
Logo, em junho do ano passado, foi aberta uma investigação por crimes como fraude organizada por quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção pública ativa e passiva, auxílio à entrada e permanência ilegal em quadrilha e fraude administrativa.
Os guias falsos levavam até 20 grupos por dia e atuavam há mais de uma década. Além disso, acredita-se que havia cúmplices dentro do Louvre que recebiam dinheiro em troca de não realizarem as verificações de segurança.
(*) Com informações de Ansa
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