A Marinha da Argentina iniciou exercícios militares conjuntos com as forças dos Estados Unidos no Atlântico Sul, atividades que serão realizadas até quinta-feira (30/04) e que contam com a participação do porta-aviões USS Nimitz, um dos maiores navios de guerra no mundo, e do contratorpedeiro USS Gridley, no âmbito da operação “Southern Seas” (“Mares do Sul”, na tradução em português).
De acordo com o comunicado da Marinha do país sul-americano, os exercícios visam “aumentar o nível de treinamento das tripulações e fortalecer a presença soberana no mar”, bem como melhorar a “interoperabilidade” entre as forças de ambos os países. Após os exercícios no Atlântico Sul, o USS Nimitz deve passar pelo Rio de Janeiro.
O porta-aviões realiza o exercício chamado “Passex” (em referência a “passing exercise”, em inglês) junto com unidades navais locais no Mar Argentina, além de ensaios de busca e resgate, como também de defesa e ataque, nas cidades de Mar del Plata, Necochea e Trelew.
As atividades militares, que acontecem dentro da zona econômica exclusiva da Argentina, foram autorizadas pelo presidente de extrema direita Javier Milei por meio de um decreto de necessidade e urgência para driblar complicações no Congresso Nacional, responsável por aprovar toda entrada de tropas estrangeiras no país. A gestão argentina tem apresentado pleno alinhamento com os Estados Unidos de Donald Trump.
A embaixada norte-americana em Buenos Aires convidou Milei para visitar o porta-aviões, mas fontes da Casa Rosada informaram à agência AFP que a presença do presidente ainda não está confirmada.
O governo também permitiu a entrada de tropas e veículos militares dos Estados Unidos para a operação de treinamento Atlantic Dagger (“Adaga do Atlântico”), iniciada em 21 de abril e que deve terminar em 12 de junho, em diversas bases navais e aéreas da Argentina.
(*) Com Ansa
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