Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Câmara de Comércio Árabe-Brasil (CCAB) apontam a redução em 31,47 % das exportações brasileiras aos países do golfo Pérsico, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, os mais compradores dos produtos brasileiros, além do Qatar, Kuwait, Bahrein e Omã. A informação é da Folha de S. Paulo.
A redução das exportações é consequência do fechamento do Estreito de Ormuz, no contexto da guerra perpetrada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que vem atrapalhando a trajetória de alta das exportações nacionais para os países da região.
Apesar da queda de 31,47% nas vendas de produtos brasileiros, os dados da plataforma ComexStat apontam que o mês de março registrou um superávit para o Brasil de US$ 41,4 milhões nas trocas comerciais com o golfo Pérsico.
No trimestre de janeiro a março, as exportações tiveram alta de 8,14%, somando US$ 1,4 bilhão, com saldo positivo de US$ 1 bilhão. Isso se deve, destaca a FSP, ao aumento na venda de alguns produtos nacionais que compensaram a interrupção ou queda de outros itens.
Agro
As exportações do agronegócio para os países do Golfo registraram uma redução de 25,38% em março, em particular do açúcar (-43,37%), da carne de aves (-13,8%) e do milho que não registrou embarques para a região. No acumulado do trimestre, o setor obteve alta de 6,8%.
Já o café registrou alta de 34,24% no mês de março e de 64,3% no trimestre; enquanto a carne bovina obteve alta de 24,7% e 65,29%, respectivamente, devido ao aumento dos preços desses produtos.
Em março, o conflito levou à queda das exportações da carne bovina em países como Qatar (-55,3%), Emirados Árabes (-49,5%) e Iraque (-42,5%). A reportagem destaca que o Brasil tem aumentado a participação no setor, com a comercialização do mercado de carne halal, que segue preceitos islâmicos para o abate animal.
Fertilizantes e petróleo
Em relação aos fertilizantes, no entanto, foi registrado um aumento de 268% em março para US$ 30 milhões ante fevereiro de 2026; e uma queda no primeiro trimestre de 2026, de 51,35%, passando de US$ 175 milhões para US$ 85 milhões.
Já o volume das importações brasileiras de petróleo, minerais betuminosos e óleo bruto caiu 21% em março em relação a fevereiro. No trimestre, em relação ao mesmo período em 2025, houve um aumento de 29,5% do total importado.
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