O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente neste sábado (22.nov.2025) em Brasília, a pedido da PF (Polícia Federal). A ordem foi do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Eis a íntegra (PDF – 295 KB).
As autoridades informaram se tratar de uma prisão cautelar. Ou seja, a determinação não é de início de cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela condenação no processo de tentativa de golpe de Estado.
O ex-presidente está na Superintendência da Polícia Federal, em uma sala especial. Bolsonaro estava em prisão domiciliar, em Brasília, desde 4 de agosto.
O político do PL de 70 anos foi detido por volta das 6h. Funcionários do IML (Instituto Médico-Legal) foram enviados à superintendência para fazer exames de corpo de delito, que são praxe nessas situações.
Movimentação da imprensa em frente à Superintendência da Polícia Federal em Brasília após a prisão preventiva de Jair Bolsonaro
Na 6ª feira (21.nov), a defesa de Bolsonaro havia pedido a Moraes, relator de seu caso no STF, que a prisão domiciliar fosse mantida no cumprimento da pena, por motivos de saúde.
Ainda na 6ª feira (21.nov), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), primogênito do ex-presidente, convocou uma vigília pela saúde do pai. Em publicação em seu perfil no X, Flávio disse que iria “vencer as injustiças, as lutas e todas as perseguições” por meio da oração.
A convocação da vigília foi citada por Moraes ao decretar a prisão preventiva de Bolsonaro, sob justificativa de manter a “ordem pública”.
A decisão de Moraes também afirma que o ex-presidente tentou quebrar a tornozeleira eletrônica, que usava desde a prisão domiciliar.
“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, afirma a ordem do ministro do STF.
Cronologia do caso em 2025:
- 18 de fevereiro – Bolsonaro e outras 33 pessoas são denunciadas pela Procuradoria-Geral da República por tentativa de golpe de Estado após a derrota do ex-presidente nas eleições de outubro de 2022 e a invasão dos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023;
- 4 de agosto – Bolsonaro vai para prisão domiciliar, em medida cautelar do STF, sob suspeita de atuar com o filho Eduardo Bolsonaro, deputado pelo PL de SP que mora nos Estados Unidos, para atrapalhar seu julgamento no STF;
- 11 de setembro – Bolsonaro e outros réus são condenados por tentativa de golpe de Estado pela 1ª Turma do STF, com pena de 27 anos e 3 meses de prisão;
- 22 de novembro – Bolsonaro é preso preventivamente por ordem do STF e levado para uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Este texto será atualizado.
