O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, defendeu a criação de mecanismos de segurança coletiva no Oriente Médio sem a participação dos Estados Unidos. Ele fez essa declaração durante um encontro com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, em Mascate, neste sábado (25/04).

“A experiência da guerra imposta ao Irã durante 40 dias demonstrou que a presença militar dos EUA nos países da região só gera insegurança e divisão”, afirmou. “Espera-se que todos os países da região adotem uma abordagem construtiva e responsável para o desenvolvimento de mecanismos endógenos de segurança coletiva, livres da intervenção dos EUA “, acrescentou.

O Sultão de Omã expressou suas condolências pelo assassinato do Aiatolá Ali Khamenei e de vários outros altos funcionários e cidadãos iranianos. Ele pediu que suas “mais calorosas saudações” fossem transmitidas aos atuais líderes do Irã. ” Espero que a guerra termine o mais rápido possível e de forma definitiva, e que a estabilidade e a segurança sejam restauradas em breve na região”, declarou.

Negociações indefinidas

Antes de partir para Omã nesta sábado (26/04), o ministro visitou Islamabad, onde apresentou a posição de Teerã ao mediador paquistanês. Araghchi “explicou as posições fundamentais” de seu país “em relação aos últimos desenvolvimentos relativos ao cessar-fogo e ao fim completo da guerra imposta ao Irã”, segundo comunicado divulgado no canal do ministro das Relações Exteriores no Telegram.

“Ainda precisamos ver se os Estados Unidos estão realmente levando a diplomacia a sério”, afirmou o chanceler, após sua viagem ao Paquistão.

O processo de negociação entre o Irã e os EUA está paralisado, após a segunda rodada de conversas entre as delegações dos dois países em Islamabad ser cancelada duas vezes. A reunião da última quarta-feira (22/04) foi adiada por tempo indeterminado; neste sábado (25/04), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  cancelou a viagem dos representantes e Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão.

Diante do impasse diplomático, o Irã tem reiteradamente alertado que o país não aceitará ameaças ou pressões e está preparado para responder com dureza a qualquer agressão futura.

A mídia norte-americana indica que os danos infligidos pelo Irã às bases militares dos EUA na região do Golfo Pérsico durante a recente escalada de tensões são muito mais graves do que o reconhecido publicamente e custarão bilhões de dólares em reparos.

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