A China elevou o tom contra Estados Unidos ao criticar as sanções norte-americanas contra a Hengli Petrochemical (Dalian) Refinery Co, a maior refinaria privada do país. Na sexta-feira (24/04), o Departamento do Tesourou afirmou ter sancionado a empresa, classificando-a como “um dos maiores compradores de petróleos e produtos petrolíferos iranianos”.

Segundo a Casa Branca, refinarias independentes baseadas na China “continuam a desempenhar um papel fundamental na sustentação da economia petrolífera do Irã”. O Departamento do Tesouro afirmou ainda que está visando aproximadamente 40 empresas e embarcações de transporte marítimo, de várias nações, que operam como parte da frota paralela do país persa.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, chamou as sanções de “ilegais” e sem base no direito internacional. “Instamos os EUA a parar de impor sanções arbitrárias e de recorrer à jurisdição de braço longo. A China defenderá firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”, disse o porta-voz, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27/04).

Em comunicado, a Hengli negou as acusações, afirmando que a empresa “tem cumprido rigorosamente as leis e regulamentos” desde sua fundação. “Nunca realizamos qualquer transação comercial com o Irã, e nossos fornecedores garantem que a origem do nosso petróleo bruto não está sujeita às sanções dos EUA”, disse.

A empresa tranquilizou o mercado, afirmando que sua produção e operações permanecem inalteradas e que suas instalações estão operando com capacidade máxima. Disse também que mantém reservas de petróleo bruto suficientes para atender à demanda de processamento por mais de três meses.

Críticas à União Europeia

Em paralelo, Pequim enviou à Comissão Europeia seus comentários formais contra a Lei de Aceleração Industrial, conhecida como plano “Made in Europe”. Apresentada no mês passado, a legislação ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu.

“Se a UE ignorar as declarações da China e avançar com a promulgação de legislações, prejudicando os interesses das empresas chinesas, a China tomará medidas de contra-ataque para salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”, declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

A lei estabelece a exigência de conteúdo local para produtos de baixo carbono fabricados pelos países do bloco, em 70% para veículos elétricos, 25% para alumínio e 25% para cimento. Também prevê limitações de investimentos estrangeiros superiores a 100 milhões de euros de países que concentram mais de 40% da produção global em áreas-chave, o que atinge diretamente Pequim.

O Ministério do Comércio chinês acusa a iniciativa de cria barreiras ao investimento estrangeiro em setores estratégicos e favorecer artificialmente empresas do bloco europeu, discriminando investidores chineses e impondo exigências abusivas, entre elas condicionantes de propriedade intelectual, transferência de tecnologia e restrições em licitações públicas.

O post China defende soberania ao denunciar sanções dos EUA contra maior refinaria privada do país apareceu primeiro em Opera Mundi.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *