A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) alertou nesta quarta-feira (22/04) que está preparada para alcançar “avanços e surpresas ainda maiores, além da compreensão e dos cálculos do inimigo no campo de batalha”, e afirmou que, “em uma possível nova fase da guerra” contra os EUA e Israel, “infligirá golpes devastadores e inimagináveis contra os recursos remanescentes do inimigo na região”.
Além disso, a organização afirmou que “a maior parte da infraestrutura militar dos EUA e de Israel” na região foi destruída após “sofrer um duro golpe”, enquanto a própria Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — que está “em seu mais alto nível de prontidão e determinada a continuar lutando contra os inimigos ” — “está pronta para confrontar de forma decisiva, definitiva e imediata qualquer ameaça ou repetição de agressão inimiga”.
Segundo a agência, as 100 ondas de operações combinadas com mísseis e drones, realizadas em conjunto com as Forças Armadas do Irã, “paralisaram e cegaram as capacidades de discernimento militar do inimigo”, infligindo golpes devastadores à sua infraestrutura, centros estratégicos e capacidades de apoio.
“Isso levou a um ‘vácuo cognitivo’ por parte do agressor e da frente invasora no campo de batalha e, consequentemente, a erros de cálculo e pedidos de cessar-fogo ao poderoso e orgulhoso Irã”, diz o comunicado.
Após “o colapso da hegemonia vazia do poder militar dos EUA e de Israel”, a região caminha para uma “nova ordem no Oriente Médio”, sem potências estrangeiras e com um ambiente mais estável e seguro, concluiu a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Na terça-feira (21/04), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma prorrogação de duas semanas do cessar-fogo com o Irã, estabelecido em 7 de abril, explicando que a decisão se devia ao fato de o governo iraniano estar, supostamente, “gravemente dividido”, já que o Paquistão solicitou a Washington a suspensão de seus ataques contra a República Islâmica “até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada”.
Entretanto, a agência Tasnim informou que, segundo informações obtidas de diversas fontes, Teerã “não havia solicitado uma prorrogação do cessar-fogo”, portanto o anúncio de Trump poderia significar que “o país havia fracassado na guerra”.
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