O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, conversou por telefone com seu homólogo paquistanês Muhammad Ishaq Dar sobre o acordo de cessar-fogo na guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra seu país.
As negociações que estavam programadas para esta terça-feira (21/04) em Islamabad, capital paquistanesa, foram impedidas após o ataque norte-americano a uma embarcação iraniana nesta segunda-feira (20/04).
Aragchi agradeceu os esforços do Paquistão na mediação do enclave e apontou como principais obstáculos à continuidade do processo diplomático “as contínuas violações do cessar-fogo pelos Estados Unidos”, em particular ameaças e interferência com embarcações comerciais iranianas.
Ele também citou as “posições contraditórias e a retórica ameaçadora” de Washington, afirmando que “a República Islâmica do Irã tomará sua decisão sobre como prosseguir com as negociações”.
Prudência
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em encontro com bombeiros e equipes de resgate, enfatizou a necessidade do Irã resistir firmemente à injustiça e às exigências excessivas dos EUA e de Israel, reiterando que confrontos contínuos não são do interesse de nenhum dos lados.
“Embora o Irã deva se manter firme contra a injustiça e as exigências excessivas, a continuação do conflito não é do interesse de ninguém, nem do Irã, nem de seus adversários, nem do futuro ou das gerações futuras da região”, afirmou o líder iraniano.
Pezeshkian disse que quanto mais questões “puderem ser gerenciadas pela lógica e em um ambiente calmo, melhor será para todas as partes”, enfatizando a importância da “prudência, sabedoria e preservação da dignidade nacional”.
Obstáculos
Segundo a agência Tasnim, o bloqueio naval norte-americano foi considerado pelo governo iraniano como obstáculo fundamental no caminho das negociações desta terça-feira (21/04), além das “exigências excessivas” de Washington que “não mostram um horizonte claro para quaisquer negociações futuras”.
Para a delegação iraniana, enquanto “os EUA olharem para a questão de forma irrealista e se aproximarem da mesa de negociações com os mesmos erros de cálculo que levaram à sua pesada derrota na arena militar, as negociações serão simplesmente uma perda de tempo”.
Até que não surja um horizonte claro para alcançar um acordo aceitável, “o Irã não verá base para participar do teatro americano”, informa a agência iraniana.
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