Os principais líderes do Irã se manifestaram nesta quinta-feira (23/04) contra as alegações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que haveria uma fragmentação interna no país entre um grupo ‘linha dura’ e outro ‘moderado’. Ao justificar a extensão de um cessar-fogo, o republicano afirmou sua decisão estaria “baseada no fato de que o governo do Irã está seriamente fragmentado, o que não é inesperado”.
O líder supremo do país, o aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei, enalteceu a unidade nacional, afirmando que ela é responsável pela “fratura” das forças inimigas e que está “maior e mais firme”. Ele alertou a população para “as operações midiáticas” que miram as “mentes e psique do povo” e “pretendem liquidar a unidade e a segurança nacional”, informa a agência Tasnim.
Os chefes dos Três Poderes do Irã, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, o líder do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, também se manifestaram. Eles emitiram uma resposta conjunta nas redes sociais, rechaçando as “provocações” de Trump e sua tentativa de emplacar a ideia de uma divisão interna.
‘Somos todos iranianos’
No comunicado, eles afirmam que “na Pérsia, não há extremistas, nem moderados. Somos todos iranianos e revolucionários. Com união de ferro da Nação e do governo, com obediência ao Líder Supremo da Revolução, faremos o agressor se arrepender”. “Um Deus, uma nação, um líder e um caminho; e esse é o caminho da vitória do Irã, mais precioso que a própria vida”, conclui o texto.
O chefe do Judiciário também acrescentou que “o desprezível presidente norte-americano deveria saber que termos como ‘linha-dura’ e ‘moderado’ são construções sem significado no discurso político ocidental. No Irã, todos os grupos estão unidos em total alinhamento com o Líder”.
O ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi também se manifestou nas redes. “As frentes militar e diplomática estão perfeitamente alinhadas nesta mesma guerra. Todos os iranianos estão mais unidos do que nunca”. Ele destacou, ainda, que “o fracasso dos assassinatos terroristas de Israel se reflete em como as instituições do Estado do Irã continuam agindo com unidade, propósito e disciplina”.
A agressão de Israel e dos EUA contra o território iraniano deixou pelo menos 3.400 mortos, incluindo o massacre de mais de 160 meninas em uma escola primária em Minab e o assassinato seletivo de altos funcionários. Em retaliação, as Forças Armadas iranianas realizaram 100 ondas de ataques contra alvos estratégicos norte-americanos e israelenses por mais de 40 dias.
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