Autoridades russas criticaram as sanções impostas pela União Europeia (UE) contra o país e a aprovação de um empréstimo de €90 bilhões (R$ 528 bilhões) para Kiev, fortalecendo as forças ucranianas na guerra entre Rússia e Ucrânia.

O Embaixador Geral do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Rodion Miroshnik, afirmou sobre as medidas, oficializadas nesta quinta-feira (24/04), que os países do bloco europeu “nunca fizeram uma proposta para a resolução pacífica do conflito”.

“Do ponto de vista da Rússia, a janela de oportunidade significa abordagens reais e condições nas quais o conflito pode ser encerrado por meios políticos e diplomáticos. Até agora, não vemos tais ações por parte da  Ucrânia, e nem da Europa”, disse em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (24/04).

Em sua avaliação, “a iniciativa no campo de batalha agora está com a Rússia” e o país “tomará as medidas máximas para proteger sua população civil e impedir que Kiev cometa crimes de guerra”.

“Não vemos outro meio de pressão deste lado, apenas pressão militar até que haja uma disposição consciente de sentar-se à mesa de negociações e concordar sobre um possível fim do conflito e a eliminação das ameaças da Ucrânia que atualmente existem contra a Rússia”, acrescentou.

Custos

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, também atacou o pacote financeiro para a Ucrânia, destacando que o custo saíra do bolso dos cidadãos europeus e que eles não verão mais este dinheiro.

“A UE finalmente está concedendo o tão esperado empréstimo ao ladrão de Kiev, e o dinheiro não precisa ser devolvido, porque, na lógica imbecil de Bruxelas, é a Rússia quem vai pagar a conta. Aproveitem a jogada de novo, europeus — são €90 bilhões do seu bolso!” escreveu ele no X.

Segundo o Conselho da União Europeia, o financiamento para 2026-2027 deve ser pago por meio de reparações atribuídas à Rússia, no chamado “empréstimo de reparação”. Além do aporte, os países europeus publicaram o 20º pacote de sanções econômicas contra o país.

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