Pelo menos 34 petroleiros ligados ao Irã conseguiram burlar o bloqueio naval dos Estados Unidos no Golfo de Omã e no Mar Arábico, segundo a empresa de rastreamento de cargas Vortexa, informa Financial Times.
O relatório detalha que 19 embarcações burlaram o bloqueio ao saírem do Golfo de Omã, enquanto 15 navios entraram no golfo com destino à República Islâmica, vindos do Mar Arábico. Seis dessas embarcações transportavam um total de 10,7 milhões de barris de petróleo bruto, volume que representa uma receita estimada em US$ 910 milhões.
Os números contrastam fortemente com as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump , que na terça-feira (21/04) descreveu a operação marítima como um “tremendo sucesso” e destacou sua suposta alta eficácia. Segundo o governo americano, a medida visa pressionar Teerã a forçar um acordo de paz.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que a Marinha obrigou 28 navios a retornarem a portos iranianos desde o início das restrições.
Cronologia da medida
A situação é parte da escalada do conflito que começou em 28 de fevereiro, após ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano. A agressão armada causou a morte de mais de 3.400 pessoas no país. Após semanas de hostilidades, as partes estabeleceram um cessar-fogo em meados de abril para interromper os bombardeios e as operações terrestres.
Apesar da trégua acordada dias antes, Washington impôs um bloqueio naval em 13 de abril, inicialmente visando portos iranianos no Golfo de Omã. Em 16 de abril, a Casa Branca estendeu a restrição a embarcações em alto-mar que transportassem mercadorias consideradas úteis no conflito. A ação militar dos Estados Unidos levou ao fechamento do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas, medida destinada a neutralizar o trânsito no ponto mais crítico para o comércio global de petróleo.
Na terça-feira, 21 de abril, com o fim da trégua inicial, o presidente Donald Trump anunciou uma prorrogação do cessar-fogo. O presidente justificou a medida após um pedido do Paquistão.
Irã apreende navios ligados a Israel
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã apreendeu dois navios porta-contêineres ligados a Israel no estratégico Estreito de Ormuz, alegando violações de segurança marítima e adulteração de sistemas de navegação. Essa ação defensiva ocorre em meio a um clima geopolítico complexo e de grande tensão na região.
Os navios, identificados como MSC Francesca e Epaminondas, foram interceptados após operarem sem as licenças necessárias em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Segundo um comunicado oficial divulgado pela mídia internacional, a manipulação dos sistemas de navegação por essas embarcações representa uma ameaça direta à segurança marítima no Golfo.
As Forças Armadas iranianas advertiram que qualquer perturbação da ordem nesta área constitui uma violação inaceitável da soberania nacional. Após a apreensão, ambas as embarcações foram levadas para as águas territoriais do Irã para os procedimentos legais cabíveis , o que demonstra a determinação de Teerã em proteger suas águas.
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