O Tribunal de Justiça de Washington realizou nesta segunda-feira (27/04) a primeira audiência de Cole Tomas Allen, homem de 31 anos que foi preso no último sábado (25/04) enquanto tenta realizar um ataque a tiros durante um jantar com correspondentes internacionais, evento que contava com a presença do presidente do país, Donald Trump.
A promotoria denunciou Allen por três crimes, sendo o principal deles a tentativa de assassinar o presidente da República. Ele também foi acusado por disparo de arma de fogo durante cometimento de crime violento e por transporte ilegal de arma de fogo através de fronteiras estaduais.
A terceira acusação é relativa ao fato de que Allen vive na Califórnia, e que, segundo a investigação, ele teria feito duas viagens de trem em seu plano para realizar o atentado: primeiro foi até Chicago, depois até Washington, onde se hospedou no Hotel Hilton, na capital norte-americana, local onde foi realizado o evento com correspondentes que foi interrompido pelo seu ataque.
A denúncia foi aceita pelo juiz federal Matthew Sharbaugh, que será o responsável pelo caso. Segundo a imprensa local, a pena máxima, caso o acusado seja considerado culpado dos três crimes, seria de prisão perpétua.
Trump como alvo
Segundo o procurador geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, Allen teria confessado, em depoimento à polícia, que queria “atingir figuras da atual administração”.
Em entrevista à imprensa local, Blanche reconheceu que a declaração não menciona diretamente a Trump, mas disse que “quando ele se refere a ‘figuras da atual administração’, deduzimos que o presidente se encontra entre elas”.
Na audiência, a promotora Jocelyn Ballantine, que também trabalha no caso, mostrou as armas que Allen usou durante o atentado, e que foram apreendidas pelos agentes de segurança: uma espingarda calibre 12 de ação por bombeamento e três facas.
Allen em silêncio
Segundo a imprensa local, o acusado se manteve em silencia durante toda a audiência, não respondendo as perguntas dos juízes e promotores.
Em sua intervenção, a advogada Tezira Abe, responsável pela defesa de Allen, disse que ele não possui antecedentes criminais.
O Tribunal de Washington determinou que Cole Allen deve permanecer sob custódia até a próxima quinta-feira (30/04), quando está agendada uma nova audiência judicial, na qual será avaliado o pedido dos promotores para determinar a prisão preventiva do acusado até o dia do julgamento.
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