A União Europeia oficializou nesta quinta-feira (23/04) a liberação do empréstimo de € 90 bilhões (R$ 523 bilhões) para a Ucrânia, acompanhado do 20º pacote de sanções contra a Rússia. A decisão foi viabilizada pela retirada do veto pela Hungria.

O destravamento ocorre após Kiev permitir a retomada do fluxo de petróleo do oleoduto russo Druzhba para Budapeste. Em comunicado, o grupo energético húngaro MOL Group confirmou a retomada do reabastecimento na manhã desta quinta-feira (23/04) para a Hungria e a Eslováquia após uma interrupção de quase três meses.

O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelenskyy comemorou a decisão. “Um dia importante para a nossa defesa e para as nossas relações com a União Europeia”, afirmou. Em publicação na plataforma X, ele detalhou que o pacote fortalecerá o Exército ucraniano e tornará o país “mais resiliente”, permitindo-o cumprir com suas “obrigações sociais para com os ucranianos”.

Segundo Zelensky, os fundos serão direcionados, entre outras prioridades, para “produção de armamentos, aquisição de armas necessárias de parceiros que ainda não produzimos na Ucrânia e preparação do nosso setor energético e infraestrutura crítica para o próximo inverno”. A expectativa do governo ucraniano é receber a primeira parcela entre o fim de maio e o início de junho.

Resposta da Rússia

A Rússia também se manifestou. O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergey Shoigu, criticou a decisão. Ele afirmou que aprovação do empréstimo “representa mais um passo rumo à eventual perda de soberania das capitais europeias e à estagnação da Europa”.

Segundo Shoigu, os novos gastos para apoiar o regime de Kiev imporão um fardo adicional aos europeus comuns, que já estão sofrendo cortes significativos em pensões e programas sociais. “Parece que os funcionários da UE são em grande parte indiferentes ao bem-estar de suas populações”, frisou.

Entre as medidas do 20º pacote de sanções contra Moscou consta a inclusão na lista de outras 43 embarcações da chamada “frota paralela” russa, envolvidas no fornecimento de energia. A UE também impôs restrições adicionais ao sistema bancário russo e proibindo a exportação de uma ampla gama de mercadorias, juntamente com a importação de metais, produtos químicos e minerais.

UE

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que “a economia de guerra da Rússia está sob crescente pressão, enquanto a Ucrânia recebe um grande impulso” com o acordo. “Forneceremos à Ucrânia o que ela precisa para manter sua posição, até que Putin entenda que sua guerra não leva a lugar nenhum”, acrescentou.

“Prometido, cumprido, implementado”, postou nas redes sociais, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa. Ele salientou que a estratégia do bloco se assenta no fortalecimento da Ucrânia e no aumento da pressão sobre a Rússia. “Hoje avançamos em ambas as frentes. A Europa se mantém firme, unida e inabalável no seu apoio à Ucrânia”, afirmou.

O primeiro-ministro, Viktor Orbán, principal entrave dentro do bloco, não participou da cúpula europeia, após ter perdido as eleições no país na última semana. Já o premiê da Eslováquia, Robert Fico, disse que o bloqueio não partiu de seu país, salientando o acordo como prova do reestabelecimento de “uma relação séria entre a Ucrânia e a União Europeia “.

 

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